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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Abrigo


Eu poderia escrever das flores e dos desamores;
das praças ou das desgraças;
da lua e de suas fases ou
das brigas e suas pazes...

Faria das calçadas conversas públicas,
das filas, imensas súplicas,
das pontes de passagens
fios interruptos de miragens.


Andaria provocando risos.
Sim. Loucos e felizes risos.
De sonhos e alegres cantos
transformando no mais lindo encanto.

Por fim pediria abrigo
ao amor, pois não é de espanto
depois de satisfazer o amigo,
repousar  em seu confiável recanto.

3 comentários:

  1. O caminho a ser percorrido independente dos obstáculos depende de nossa paz interior, pois assim esvaímos fluídos de serenidade e amor aos que estão na trajetória.
    Bjoks

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  2. Oi, Vanessa, boa noite!!
    Ei, moça, que poema maravilhoso! Ah, quem dera, iluminar o mundo e mover destinos com o simples transcorrer da pena sobre o papel, ou o toque das pontas dos dedos nos teclados... Ah, quem dera, criar mundos e histórias inesquecíveis! Mas, principalmente, pedir abrigo ao amor, satisfazer o amigo e repousar em seu confiável recanto! Que versos maravilhosos. É simplesmente encantador, perfeito, uma daquelas inspirações de se ganhar o ano! Só que, aqui, tais inspirações não são nada incomuns... Quem compôs esse hino de amor, compõe muitos!
    Um beijo carinhoso
    Doces sonhos
    Lello

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