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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Coração miúdo


As vezes não compreendo
como pode, meu coração,
comprimir desta tal forma
que tudo o que há aí dentro
de tão pequenino que fica, 
quase sem medida
aos poucos me sufoca.
E penso, e procuro resposta...
Mas, em vão, continuo iludida.
Peço então , coração miúdo, 
vai crescendo, ao menos um tanto,
para surgir lugar
para mais um amor santo.

Um comentário:

  1. Oi, Vanessa, boa noite!!
    Talvez (apenas talvez) o coração diminua por um estranho instinto de defesa, ou por sentimento de exclusividade. O coração é um exclusivista inverterado! Bem que ele podia crescer, dar espaço para mais alguém, dar-se espaço, abrir-se, respirar. Mas, curiosamente, ele ama o sufoca. Quando mais sufocado, mais profundamente ele bate para dizer: estou amando.
    Maravilhoso poema, como sempre, grande poetisa!
    Beijo carinhoso
    Doces sonhos
    Lello

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