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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Pontas-de-pés.




Nosso amor à princípio como campo minado
fazia-me andar em pontas-de-pés.
Você, mais ousado,
andava como que fosse em tapete macio.
Tua coragem me impressionava e
minha reserva te intrigava...
Mesmo assim, encantava-te com minha maneira de mexer
com teus pensamentos, sentimentos e desejos
Sobretudo com a forma que lidava com meu gostar por ti:
Sensata, tranquila...
Máscara diária.
Por dentro ardia um desejo incalculável
de te ter o tempo todo.

2 comentários:

  1. Muito lindo, Vanessa. E é bem os cuidados que a gente tem quando o Amor está começando. Sempre se mostra, de alguma maneira se mostra, mas as explosões vão acontecendo aos poucos. Nem sempre, mas às vezes. Ou talvez. Enfim, vai saber lá como funciona o Amor, né?

    Beijos bem grandes.

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  2. Oi, Vanessa, boa noite!!
    Impressionam-me seus poemas! Impressionam-me mais ainda, neles, os detalhes. Neste, impressionaram-me todos os versos, mas, especialmente, os cinco últimos! Esse fogo ardente, incalculável, vivo o tempo inteiro, mas repousado sob a máscara de tranquilo gostar, de uma quase indiferença, de um sensato portar-se! Perfeito! Assim como nem tudo que reluz é ouro, e nem todo amor gritado é amor, assim também nem tudo que não reluz não é ouro, uma vez que um pouquinho de poeira proposital pode cobrir um tesouro inestimável. Ah, esse amor que precisa ser descoberto para mostrar-se imensurável. Ah, esse amor tímido que esconde uma verdadeira fogueira!
    Perfeito, minha poetisa perfeita!
    Um beijo carinhoso
    Doces sonhos
    Lello
    Amo seu blog, dona dos passos!

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