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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Nada seria igual


Hoje nossas vozes se juntaram numa última fala
Hoje nossos olhos se tiveram pela última vez
Hoje nossos corações bateram juntos por fim
Nossas almas deram-se adeus, como nossos corpos, como nossa boca...

Por último tudo, hoje
Porque tudo se foi
Tudo caiu
Tudo foi embora

Nossos corpos não encostariam um no outro nunca mais.
Meus olhos não leriam mais o que estaria escrito nos teus.
Minha boca não sentiria mais o gosto de tua saliva

Mas todo o meu ser sentiria o que o teu ser sentisse
A mesma dor
A mesma angústia
A mesma vontade compulsiva e atordoante de te ter.

Mas nada seria igual
Nossos corpos seriam mais frios
Nossas vozes falhariam
Nossos olhares não se encontrariam.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Um conselho


Minhas palavras repetidas
Chegam aos teus ouvidos
Cruas, apáticas.
Sinto como se não as ouvísseis.
Por que pairas diante de mim
E mostra angústia e temor,
Se não tens nem um nem outro?
Deixas desmanchar no chão essa
Máscara de desamor que mantém
Fincada na tua face.
Deixa desmoronar essa  armadura
De ferro que envolve teu corpo.
Para de demostrar frieza e inércia
Se tua alma transpira paixão
E a chama é intensa e frenética.
Aproveitas enquanto há tempo,
Ele está indo embora.
Não voltará mais.
E o que farás?
Que dirás?
Repito, tempo há pouco e
Te moves muito sem pressa.
Uma única vez mais te direi
Apressa teu passo e
Enlaça ligeiro quem tu amas
Para que o mais tarde venha
e junto com ele não venha
o sofrimento tardio
de um amor não amado. 

terça-feira, 8 de maio de 2012

Distrações

Essas tuas idas e vindas me inquietam, me distraem,
fico solta.
Não tenho certeza de tua verdadeira intenção
então, fico sem saber o que fazer, 
dizer, sentir;
Não sei se me retraio, se me entrego...
Só sei que tens um encantamento
fora do comum
que me causa frenesi corpo adentro e
 me faz  querer-te  aqui
ali, 
lá,
cegamente
sem descrença, sem pudor....sem renuncias.
Mas quando volto a mim
lembro de tuas inconstâncias, 
inseguranças e
só consigo querer 
continuar comigo e só.



sexta-feira, 4 de maio de 2012

Vida vã.

Tão menina era
que qualquer coisa a sentir
era de tal indiferença
que sentia por destino 
e valor não dava.


Meninice tanta que 
a boca não tocara outra
e o beijo nunca dado
falta não fazia.


Mas até que um dia
o coração, novo que fosse
palpitações sentiu e 
tudo o que ainda viveria
lhe fez necessário
mas tempo não tinha.

Morreu sem amar.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

À ti, o meu carinho.

Tu fizeste o riso correr solto 
             em minha boca delicada.
                  O brilho do meu olhar traduzia
                          a voz falha que não se fazia necessária.
                                Tu mantinhas minha atenção e
                        tudo em volta era nada.
              A entrega fora inteira,
      não éramos dois mais...
Um só cabia em nós.
              Fizeste habitar em mim
                  o sentimento dos sábios 
                        e o pesar dos desiludidos.
Ah! a desilusão...
            Diante de tua aparição
        fora embora.
E tu preencheste o lugar que
             antes era dela.
              à ti , o meu carinho.