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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Preto-e-branco

(...) Ela achava que um tempo, mesmo que pequeno, longe de tudo que a rodeava ia lhe fazer bem.E parecia está fazendo, mas ela ainda não havia percebido que não era a casa, os móveis, as pessoas, a rua ou a rotina que a sufocava.E o que a fazia se sentir assim não estava longe, não estava no que os outros faziam.A casa era aconchegante, os móveis a esperava, as pessoas apenas seguiam seu caminho, a rua não estava nem aí e a rotina ela criara.O tempo que ela adotara para esquecer do que julgava ser desnecessário foi o mesmo que lhe ensinou que o que precisava mudar não era tudo em volta, mas muito do que estava dentro.Da cabeça e do coração.Ela tinha a necessidade boba de querer um amor, e o procurava até em seus sonhos preto-e-branco.E se o encontrou, ele ficou lá,para quando ela quisesse voltar. Talvez  um dia se canse de tudo isso e esqueça esse negócio de dar um tempo ou de procurar um amor...E espere que o amor dê um  jeito e a encontre.

3 comentários:

  1. 'A gente encontra muitas vezes, quando não se está procurando'... mais ou menos assim. O amor sempre aparece. Com certeza te encontra por aí.

    Beiij'oo

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  2. "Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios.
    Tudo, tudo por não estarem mais distraídos" (Clarice Lispector).

    Esperar desanda o tempo. Deixa, que os encontros acontecem.

    Beijos.

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  3. Esse é o segredo: "E espere que o amor dê um jeito e a encontre."

    Lindo aqui, adorei. Se puder retribuir a visita, ficarei grata. Beijos.

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